O TRÁFICO DE BENS CULTURAIS DURANTE A PANDEMIA

Olá delegados, esperamos que estejam animados para o nosso grande dia! De fato, essa pandemia causou uma paralisação mundial, mas o tráfico ilícito de bens culturais não parou! Segue o texto para entender como isso aconteceu.

Em 31 de dezembro de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi alertada sobre vários casos de pneumonia na cidade de Wuhan, província de Hubei, na China. Tratava-se de uma nova cepa (tipo) de coronavírus que não havia sido identificada antes em seres humanos. No entanto, com o alastramento da doença para o resto do mundo, em 30 de janeiro de 2020 a OMS declarou que o surto do novo coronavírus constituía uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) – o mais alto nível de alerta da Organização, conforme previsto no Regulamento Sanitário Internacional, fazendo com que todos os países entrassem em quarentena.

Com o avanço da Pandemia muitas coisas mudaram no mundo, viagens internacionais foram canceladas, o comércio global caiu e o crescimento econômico dos países desacelerou; porém, diferente do esperado, não houve uma queda do tráfico ilícito de bens culturais, muito pelo contrário, essa atividade criminosa aumentou. As prioridades de saúde deixaram a proteção do patrimônio em segundo plano, fazendo com que os museus ficassem abandonados  e sítios arqueológicos mal vigiados, sobretudo aqueles mais afastados dos centros econômicos e grandes cidades. 

Os traficantes desses bens aproveitaram-se da segurança reduzida para empreender furtos e escavações ilegais sem serem pegos e punidos, principalmente no Oriente Médio, Ásia Meridional, América Latina e África. Organizações criminosas e terroristas se apressaram em tirar proveito dessa violação, usando o comércio ilícito para financiar suas atividades ou lavar suas receitas, sobretudo nos países em situação de conflito armado, onde o caos fomenta este comércio ilícito, como Síria, Iraque, Afeganistão e Iêmen.

Esse aumento no roubo e contrabando de antiguidades foi causado por vários motivos interligados. Primeiro, o tráfico de antiguidades fornece um fluxo de receita muito necessário para aqueles que perderam seus empregos durante a pandemia. Em segundo lugar, devido aos bloqueios da COVID-19 e às restrições orçamentárias, as autoridades afrouxaram o monitoramento de sítios arqueológicos e museus, deixando-os mais vulneráveis ​​a roubos e saques. Terceiro, muitos traficantes conseguiram alavancar a ascensão da economia digital durante a pandemia. Na verdade, o comércio ilícito online de antiguidades saqueadas disparou após a pandemia. Hoje, esses itens não estão apenas sendo vendidos amplamente na dark web, mas também em plataformas populares de mídia social.

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