AS ROTAS INTERNACIONAIS DO TRÁFICO ILÍCITO DE BENS CULTURAIS

Da onde os objetos culturais roubados vem? Para onde eles vão? Nesse post vamos explicar sobre as complexas e vastas redes dos tráfico internacional de bens culturais!

Atividades ilegais relacionadas ao patrimônio cultural, sejam escavações clandestinas, produção ou o tráfico de falsificações, eram e ainda são praticadas em muitos países, principalmente aqueles que contam com uma rica herança arqueológico-cultural e se localizam próximos a países desenvolvidos. Além disso, a guerra levou a que essas atividades aumentassem fortemente, também fazendo com que se espalhassem para um território maior. Este foi o caso do Líbano durante a guerra civil, e como é agora o caso do Iraque e da Síria. 

Para entender as rotas do tráfico ilícito de bens culturais, se faz necessário compreender os seus caminhos de origem, trânsito e destino. Ou seja, da onde esses objetos vêm, por onde eles passam e para onde eles vão. Os países de origem, geralmente compartilham de características semelhantes, tais como: a não existência de uma legislação específica  para o tratamento do tráfico ilegal de bens culturais; falta de especialização de suas forças policiais; geralmente são países que se encontram em processo de desenvolvimento, em tempos de guerra e/ou instabilidades político-econômicas.

Dessa forma há uma vulnerabilidade que é facilmente explorada pelo tráfico ilícito de bens culturais, tornando uma porta de entrada para esses delitos. Atualmente a organização de maior prestígio no âmbito do mapeamento das rotas do tráfico de bens culturais no mundo, a ARCA, conta com um organismo privado com atuação em várias partes do mundo, e é responsável pela investigação de crimes contra a arte e o patrimônio cultural. Seu papel é formular pesquisas e extensões que trabalham para promover o estudo e a investigação do crime contra a arte e a proteção do patrimônio cultural; visa identificar as tendências relacionadas ao estudo desses crimes e desenvolver estratégias para defender a gestão responsável do patrimônio artístico e arqueológico coletivo.

Quando o objeto sai do país de origem, ele passa por um trânsito organizado por um esquema utilizado pelos especialistas em roubo de obras de arte: uma vez feito o roubo, as peças são distribuídas a antiquários desonestos que agem como receptores. No seleto círculo comercial desses objetos, os “colecionadores” são avisados assim que as novas peças chegam ao mercado, na maioria das vezes esse mercado se encontra dentro de países ricos e influentes, que geralmente são o destino para as peças roubadas. O próximo passo é vendê-las para coleções particulares. A partir daí, a localização da obra torna-se praticamente impossível, pois quem compra, em geral, sabe que está levando uma peça roubada e faz de tudo para ocultar a posse do objeto.

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